Depois da reabertura das Igrejas, o distrito de Malanje e Kiwaba Nzoji, juntamente com membros da equipe do Centro de Saúde do Quéssua, promoveram um seminário onde 16 pastores aperfeiçoaram seus conhecimentos sobre as medidas básicas de prevenção contra a Covid-19, para atenderem bem não só a saúde espiritual dos membros, mas também a física.

Sob o lema ensinar para melhor fazer, baseado no livro de Actos 8:26-32, Daniel Cassoma Chitali, superintendente de Malanje e Kiwaba Nzoji disse ´´uma coisa é ler sem entender, mas porque estamos aqui, aprenderemos para melhor fazer, na minha e na tua Igreja, para que não tenhamos pessoas contaminadas´´.

A conferência do Leste, está preocupada com a propagação da COVID-19, assim, durante os seus encontros e como forma de ajudar o governo, tem sensibilizando os seus membros e a população no geral para o cumprimento das medidas básicas de prevenção, com o slogan Cuide de si para cuidares de nós.

´´Como devemos saber, a OMS tem reiterado a prática do distanciamento físico de um metro, mas para garantir ainda maior segurança, o decreto presidencial orienta-nos que estejamos dois metros um do outro´´, concluiu Chitali.

Até o dia 12 de Agosto Angola contava com 1.762 casos confirmados, sendo 1.105 activos, 577 recuperados e 80 mortos. Malanje conta com um caso importado.

Neste seminário, participaram mais de 50 fiéis entre pastores, membros do gabinete episcopal, oficiais da conferência, membros do distrito, das juntas administrativas para aperfeiçoaram os conhecimentos sobre as medidas de prevenção e combate à Covid-19, acto que teve lugar na Igreja Central Malanje, local que reúne melhores condições.

“Seria melhor, se também nesta formação, nós pastores ensaiássemos as técnicas para realização dos sacramentos em tempo de pandemia. É muito importante a prática, falar é bom mas praticar é melhor”, explanou o Rev. Alberto Cabamba, do Cargo Pastoral Dona Melba.

A formação teve vários objectivos, entre elas técnicas de higienização das mãos, importância de seu cumprimento. A realização frequente de ações de limpeza e desinfecção do local do culto e o cumprimento do distanciamento físico.

“Os casos registados no Kwanza Norte, nos levam a uma reflexão profunda, visto que nossas províncias são vizinhas, por isso devemos redobrar as medidas de biossegurança para melhor prevenção do bem vida”, disse Nelson Nzage, presidente de culto e música do distrito de Malanje.

“Apesar dos pesares, a Igreja de Nova Galileia, já temos todas condições criadas, desde balde com torneiras, sabão, álcool em gel, lixivia para higienização das mãos e o local do culto”, conclui Nzage.

“Aqui, aprendemos muito, o que nos resta é cumprir com as regras de biossegurança impostas pela OMS e pelo governo, assim que servimos nossas comunidades, tal que a equipe que foi criada para fazer inspeção sobre as medidas de biossegurança, não nos encontre desprecavidos”, disse Anabela da Graças, Directora distrital de educação crista.

“Falando a nossa reportagem Rev. Leonardo Salgado médico formador disse, ´´Não será agora que começaremos a celebrarmos os sacramentos. Vamos dar tempo ao tempo, enquanto estudamos as melhores vias para realização de baptismo e a santa ceia”.

“Com esta formação, acreditamos que a Igreja saberá como lidar com esta pandemia frontalmente, visto que enquanto não existir a vacina, a melhor cura para a doença é a prevenção”, continuou Salgado.

“Este treinamento é mais uma acção dentre várias que temos vindo a desenvolver para dar resposta na luta contra a pandemia da Covid-19”, concluiu Salgado.

Os formandos aprenderam as formas correcta para higienização das mãos e o uso das mascaras.

“Aprendemos que devemos colocar e retirar a máscara através dos elásticos, para não contaminá-la porque durante o dia, as nossas mãos entram em contacto com muitos objectos”, disse Augusto Ponzo, director do departamento trabalho com crianças.

 “Saímos daqui formados e informados acerca da doença que colocou o mundo em pausa, resta-nos cumprir e colocar em prática todos os ensinamentos, para o bem das nossas comunidades e do País como um todo”, disse António Ferrão, um dos participantes.